segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Carta Aberta aos Seguidores de Edward Snowden: Aqui não Violão!

Carta Aberta aos seguidores de  Edward Snowden:  Aqui não Violão!

Por: Dougllas Pierre Lopes

O Brasil é a terra onde todos os procurados do mundo se sentem em casa, a terra de Maluf, Edward Snowden é o mais novo candidato e parece ter todos os atributos para isso, hipócrita, carrega um discurso de liberdade, mas na verdade não respeita as leis de sua própria terra. Aqui no nordeste seria o conhecido cagueta, no sudeste o X9, aquele cara que nem a própria mãe acredita em suas ações.

Todo e qualquer país estratégico do mundo possui um serviço secreto que está de olho em toda e qualquer atividade exterior que ofereça risco a segurança nacional ou ao capital, a incompetência nossa em saber dessas informações assistindo ao Fantástico é de assustar, Dilmão fazer discurso na ONU contra a espionagem e ser aplaudida só mostra como o mundo além de burro está ficando cada vez mais hipócrita.



A intenção principal deste cidadão está explicita nas primeiras linha de sua ‘’Carta Aberta ao Povo do Brasil’’, ”Seis meses atrás, emergi das sombras da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA para me posicionar diante da câmera de um jornalista”. Um funcionário frustrado, sua função era a de “fuçar” os computadores procurando arquivos comprometedores, igual a qualquer nerd de 14 anos faz em todas as partes do mundo.


"Se o Governo brasileiro quiser defender os direitos humanos, será uma honra para mim fazer parte disso”. O Governo do Brasil não defende nem os direitos humanos de seu povo, pobres, negros, ciganos, índios, crianças, adolescentes, idosos e etc... Vai querer ser símbolo de liberdade para o mundo? Snowden, Aqui não violão!!!!! Vá plantar batatas na Rússia, um dos países que mais desrespeitam os direitos individuais, onde o senhor vive como refugiado, sua intenção não é vir para ser defensor da liberdade, o senhor sabe que no Brasil bandido se cria e ainda vira ídolo das massas, quem sabe o senhor sonha em ser também ‘’O Filho do Brasil”.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A espiral decadente da Venezuela

À medida que a situação econômica da Venezuela vai degringolando, seu governo vai se tornando cada vez mais autoritário.  No momento, ele está fazendo de tudo para solapar as bases do já extremamente deteriorado tecido social do país.
Na sexta-feira, dia 8, o presidente Nicolás Maduro ordenou que o exército ocupasse as lojas de uma rede varejista de eletrônicos e confiscasse todos os bens com o intuito de vendê-los a "um preço justo".  Logo após esse confisco, multidões se aglomeraram, ao longo de todo o país, em frente às portas de várias lojas de eletrodomésticos com o intuito de saqueá-las, o que chegou a ocorrer em vários casos.  Esta ocupação ocorreu um dia após o Banco Central da Venezuela anunciar que a taxa de inflação de preços em outubro foi de 5%, o que dá uma inflação anualizada de 54%.  No entanto, a realidade é bem mais tenebrosa.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Roberto Freire no Brasil Econômico: Dilma, a dama da privatização

Por: Roberto Freire

Com pompa e circunstância, a presidente da República comemorou, em cadeia nacional de rádio e televisão, com a desfaçatez de seu surrado discurso eleitoreiro, a realização do leilão do campo de Libra. Dilma Rousseff, tentando desfazer a ideia de que ela não era a dama da privatização do campo de petróleo, e ao mesmo tempo pretendendo convencer o país de que a “concorrência”, que contou com um único pretendente, foi um sucesso. Mas, para quem não se deixa embalar pelo canto da sereia da propaganda governista, está claro que o leilão foi um retumbante fiasco.

A tentativa de atrair investidores privados para a exploração de Libra fracassou. O modelo oferecido, de partilha, impôs uma noiva, a Petrobras, a quem quisesse se habilitar. As gigantes internacionais do setor não toparam o casamento. As esperadas 40 concorrentes ficaram nessa condição. Bem longe do Brasil. E do leilão, claro. Libra, que o governo propalou como maior área de exploração de petróleo do mundo, foi vendida pelo lance mínimo, sem nenhum centavo de ágio.

Se isso não significa decepção, é de se perguntar o que, então, pode representar. Capitaneando o consórcio que restou, a combalida Petrobras, empresa atolada em dívidas, terá de se virar para conseguir R$ 6 bilhões e honrar o bônus de assinatura, ou seja, a parcela de entrada, a ser paga à estatal criada para gerir a exploração do campo.

A se manter o regime de partilha, não há dúvida de que a empresa não conseguirá participar —  nem ela, nem outra companhia —, todo ano, de leilões de pré-sal semelhantes ao realizado nesta semana. A partilha desmantelou a Petrobras. Foi a responsável, ainda, por inibir a participação de empresas privadas, dadas às incertezas do modelo e ao fato de o investidor não ter a garantia de poder influenciar seus investimentos, já que a estatal gestora PPSA conta com poder de veto sobre qualquer iniciativa das empresas.

A impressão que fica é que o governo escolheu uma direção baseada em interesses de curto prazo, principalmente na necessidade premente de produzir superávit primário. No entanto, não é aceitável que um país tome uma decisão de tamanha importância, envolvendo suas maiores reservas de petróleo, com a perspectiva de tapar buraco nas contas públicas. É de uma irresponsabilidade sem tamanho! Não há palanque ou fogos de artifício que refresquem o fato de que a privatização de Libra foi feita por um leilão que não houve, ou seja, um não leilão.

Também não existe maneira de negar que o governo recorreu a um arrumadinho na formatação do único grupo que participou do certame. Quem saiu perdendo com a privatização de Libra da forma como ela se deu foram a União, na condição de concessionária, e, mais diretamente, a sociedade brasileira, que mais uma vez arcará com a inépcia do governo, com seu despreparo frente a oportunidades de crescimento do Brasil. Não poderia deixar, ainda, de condenar o uso das Forças Armadas para cercar o local de realização do leilão, no Rio de Janeiro.

É um absurdo que demonstra o quanto o governo Lula/Dilma está em descrédito junto à população. Sem contar coma incoerência que reside neste fato. Críticos contumazes da privatização quando oposição, o PT, hoje, lança mão de policiamento ostensivo para garantir a segurança de sua empreitada e impedir que os cidadãos inconformados, atrapalhem sua privatização.

 *Deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

sábado, 12 de outubro de 2013

No mundo em que responsabilidade e compromisso geram traumas... Vagabundo se cria!

Acabei de ler uma matéria de uma psicóloga que afirma: os irmãos mais velhos assumem responsabilidade mais cedo e por isso podem desenvolver uma revolta na fase adulta... Assim me pergunto? Onde nossa sociedade vai parar com esses teóricos que relacionam responsabilidade, trabalho e comprometimento com problemas e traumas? Desde os anos 80 ( os filhos da era paz e amor)  são criados cada vez mais sem compromisso, não podem apanhar, ser cobrados, arrumar a cama, chegou ao ponto em que hoje nem podem ser reprovados ou avaliados na escola! Pare o mundo que eu quero descer, ser feliz, criança, jovem, adulto e poder aproveitar a vida não é contraditório com ser responsável, faça-me o favor!!!


domingo, 31 de março de 2013

Após o 'pibinho', desemprego já é realidade


Por: Roberto Freire, para o Brasil Econômico

Os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e pelo IBGE, que atestam uma queda expressiva na criação de empregos formais, convocam a presidente Dilma Rousseff e os especialistas do governo a desceram imediatamente do palanque e firmarem os pés na dura realidade que se avizinha. Ao contrário do que alardeiam os defensores incondicionais do petismo, o Brasil pode mergulhar em uma profunda crise se a economia não reagir rapidamente.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em janeiro deste ano foram criados apenas 28,9 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, o que significa uma queda avassaladora de 84% em relação ao mesmo mês de 2012. Trata-se do pior resultado desde 2009, quando vivíamos o auge da crise econômica global. Só o setor do comércio dispensou 67,5 mil funcionários mais do que contratou, o pior índice para janeiro das últimas duas décadas. A taxa oficial de desemprego anunciada pelo IBGE subiu de 4,6% em dezembro para 5,4% em janeiro.

Ao invés de fazer uma necessária autocrítica sobre a falta de rumo da atual política econômica, representantes do governo do PT se apressaram a comemorar o menor nível de desocupação desde 2002. Nada mais ilusório. Segundo cálculos da Tendências Consultoria Integrada, descontados os ajustes sazonais, a taxa real ficou estável em relação a dezembro, em 5,6%, dando um sinal claro de que o mercado de trabalho tem perdido fôlego.

Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, o desemprego alcançou 6,4% em janeiro de 2013, quase um ponto percentual acima do índice registrado um ano antes (5,5%). Para se ter uma ideia do impacto desses números em nossa economia, basta lembrar que essa região representa 42% da força de trabalho ocupada nas áreas pesquisadas pelo IBGE e 50% do total de desocupados. 

Outro dado relevante menosprezado pelo governo é que pesquisas recentes da Fundação Seade e do Dieese, que se aproximam mais da realidade brasileira por somarem a taxa oficial de desemprego ao índice de pessoas que mantêm atividades informais enquanto procuram trabalho com carteira assinada, já haviam mostrado que a desocupação em 2012 passara de 10% nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza e Distrito Federal.

Por mais que Dilma e seus desnorteados ministros insistam em edulcorar as enormes dificuldades enfrentadas pelo Brasil na economia em geral e na questão do emprego em especial, os dados são cristalinos e infelizmente já eram esperados por quem jamais se deixou cair no engodo do discurso oficial. O desempenho medíocre do PIB não é apenas um número que indica o baixo crescimento ou a estagnação de nossa economia, mas acabaria provocando, como já estamos vendo acontecer, o aumento do desemprego no país.

O Brasil fantasioso criado pela propaganda lulopetista não é capaz, assim como nenhum outro país seria, de proporcionar a façanha do pleno emprego sem que sua economia cresça. Mais cedo ou mais tarde, essa ilusão seria desmentida pela realidade dos fatos. O que nos deixa em situação especialmente dramática é a constatação de que o atual governo é incompetente para destravar os nós que ele mesmo criou.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Um dia o Barco Vira? Ministério Público de Minas Investiga o ‘’Ex-Presidente’’ Lula.


Por Dougllas Pierre Lopes


Está em poder do Ministério Público Federal de Minas o depoimento do empresário Marcos Valério  no qual ele acusa o ex-presidente Lula de envolvimento no mensalão. Segundo a assessoria da Procuradoria, o setor do órgão encarregado de analisar o documento afirma que são muitas as informações a serem analisadas.

O trabalho dos procuradores será o de verificar a suposta conexão do depoimento com ações em andamento em Minas. Anteriormente a Procuradoria informou a existência de ao menos seis ações no Estado decorrentes de desmembramentos do mensalão. Valério foi condenado em duas delas.Por não ser um trabalho simples, argumenta o órgão, será uma análise demorada. Não foi marcado prazo para que esse trabalho seja finalizado.

È vento sobre vento, denuncia sobre denuncia, porém a imagem de Lula continua santificada por grande parte de seus seguidores, será preciso mais que palavras para mudar sua imagem de herói, no entanto com tantas evidencias e com o julgamento finalizado do mensalão fica a duvida de até quando o barco vermelho vai aguentar a pressão!!!

Renúncia do papa não deverá mudar perfil conservador da Igreja Católica

Por: Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual


São Paulo – A saída do papa Bento XVI e a eleição de seu sucessor não devem apontar para mudanças significativas na postura conservadora da Igreja Católica. "Ele vai ser o principal cabo eleitoral do conclave na sucessão. Então não vão eleger ninguém que não seja do seu agrado. Ele mesmo vai soprar dois ou três nomes", avalia o teólogo e escritor Frei Betto. "Seja quem for eleito, vai depender dele enquanto ele estiver vivo. Nós só vamos conhecer o novo papa depois que Bento XVI morrer. Porque jamais o sucessor ousará desagradá-lo."
Na opinião do professor Jorge Claudio Ribeiro, do Departamento de Ciências da Religião da PUC de São Paulo, as mudanças são uma questão de sobrevivência para a Igreja Católica. “Ou a Igreja muda ou se tornará irrelevante, por dois motivos: vai perder a credibilidade e por causa disso vai perder fiéis. Já está perdendo, mas vai perder definitivamente”, analisa Ribeiro. Para ele, especulações sobre se o papa será ou não da América do Sul, por exemplo, ser negro ou branco, são irrelevantes diante de algo mais importante. “O que precisa é alguém com olhar atento e amoroso para as pessoas. Não tem cabimento um papa reprovar a homossexualidade nos dias de hoje. Onde é que tem na Bíblia que Jesus reprovava?” 
Mas o conservadorismo, uma das marcas de Bento XVI, não abandonará o Vaticano após o conclave que elegerá o novo papa em meados de março. O papa renuncia, mas manterá o poder, acredita Frei Betto. Não haverá mudanças em questões como celibato, participação das mulheres na Igreja, reconhecimento do casamento entre homossexuais e outras. “Tudo isso vai continuar fechado enquanto Bento XVI estiver vivo. Mesmo que o novo papa esteja disposto a abrir o debate sobre essas questões”, arrisca o frade dominicano, que acha difícil apontar favoritos entre os cardeais na sucessão, à medida que o atual papa manterá sua influência. “Isso tudo é especulação. Mas eu acredito que vai ser um europeu, porque Bento XVI vai ser o principal cabo eleitoral. E a minha avaliação é que ele não escolherá um não-europeu.”

Fatores da renúncia

Para Frei Betto, embora a renúncia seja, “primeiro, um grande gesto de humildade, o que para Igreja é muito importante”, há também fortes motivações políticas para a atitude de Bento XVI. “Acho que é o resultado não só do estado de saúde dele e da idade avançada, mas de outros cinco fatores: os casos de pedofilia na Igreja, a corrupção no banco do Vaticano, o vazamento de documentos sigilosos, a traição do mordomo e o desgaste da Igreja Católica na Europa.” Como exemplo desse desgaste, o escritor diz que em países como Bélgica e Holanda, por exemplo, são realizados seminários que ficam praticamente vazios. 
Segundo o próprio papa, o motivo principal foi sua saúde e idade avançada. “Cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino”, disse ele no comunicado em que tornou pública a renúncia, na última segunda-feira (11).
Entre os atuais 209 cardeais da Igreja Católica, 118 têm direito a voto (ainda não têm 80 anos). Cinco são brasileiros: Geraldo Magella, arcebispo emérito de Salvador; Raymundo Damasceno, cardeal-arcebispo de Aparecida; João Braz Avis, ex-arcebispo de Brasília, atual prefeito da Congregação para a Vida Consagrada; Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo; e Odilo Scherer, cardeal-arcebispo de São Paulo. Bento XVI deveria vir ao Brasil em julho, para a Jornada Mundial da Juventude.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Roberto Freire no Brasil Econômico: A face conservadora do Bolsa Família

Por Roberto Freire, para o Brasil Econômico

Anunciado há dez anos como principal programa do governo Lula para o combate à pobreza no Brasil, o Fome Zero não decolou e acabou sucedido pelo Bolsa Família. Uma década depois, enquanto as autoridades e os militantes do PT cantam em prosa e verso o sucesso do “maior programa de transferência de renda do mundo”, o que se vê em algumas das cidades mais miseráveis do país é que, apesar de as condições de vida terem melhorado, a população pobre não consegue sobreviver dignamente por meio de sua própria renda.

Em Guaribas, no Piauí, onde uma comitiva de ministros de Lula esteve em fevereiro de 2003 prometendo aos moradores que em breve viveriam uma nova realidade, 87% dos 4.401 habitantes são beneficiários do Bolsa Família e não têm outro tipo de renda para o próprio sustento. Em dez anos, o município avançou nos indicadores sociais, é verdade, mas as condições objetivas de vida da população permanecem precárias.

Em Itinga, no norte de Minas Gerais, outra cidade visitada por Lula e seus ministros no início da década passada, a situação atual é igualmente desoladora. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, 2.194 das 3.457 famílias registradas no cadastro do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome recebem o Bolsa Família, mas 31% da população do município não sabe ler nem escrever, enquanto 73% das pessoas com 10 anos ou mais não têm nenhuma instrução ou cursou apenas parte do ensino fundamental. A renda per capita, que em 2000 era de R$ 328,52, hoje não passa de R$ 314,81.

Anunciado pelo governo do PT como suprassumo das políticas sociais, o Bolsa Família nada tem de progressista ou verdadeiramente transformador. Ao contrário: o programa reforça o coronelismo tradicionalmente arraigado em várias regiões do Brasil mais profundo, além de funcionar como escandaloso instrumento eleitoral. Basta constatar que o maior índice dos votos governistas nas últimas eleições esteve concentrado nas regiões mais atendidas. No pleito de 2010, Dilma Rousseff teve votos suficientes para que fosse eleita já no primeiro turno em nove dos dez estados onde o programa atinge sua maior cobertura. 

Ao contrário do que querem fazer crer os áulicos do governo, as críticas à face conservadora do Bolsa Família não partem de uma fantasiosa “mídia golpista” ou da “direita reacionária” – até porque os coronéis estão todos ao lado do governo Dilma, como estiveram com Lula, agora vestidos sob a roupagem de neossocialistas. Na verdade, é a própria população brasileira que já percebe os problemas estruturais do programa. Segundo dados de estudo recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 58,9% da população discorda, total ou parcialmente, da afirmação de que o Bolsa Família “tira muita gente da pobreza”.  

Seja em Guaribas, Itinga ou em centenas de outras paupérrimas cidades espalhadas pelo país, o cenário é o mesmo. Centenas de famílias deixaram a miséria absoluta, mas hoje, sem alternativas concretas, estão condenadas à pobreza inescapável, sustentada pela funcionalidade conservadora de um programa que melhora o presente para, no fundo, deixar tudo rigorosamente igual, comprometendo o futuro.  

Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

sábado, 12 de janeiro de 2013

Dominando um país de analfabetos: Maduro faz juramento ao povo venezuelano segurando a constituição, piada da semana!



A imagem da semana, sem dúvida, é a do vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fazendo seu juramento simbólico segurando a constituição ‘’bolivariana’’, criada por Hugo Chavez. A dominação das massas na América Latina é uma questão histórica, se ao menos a população presente tivesse autonomia intelectual para abrir o livrinho (livrinho sem aspas), veriam que, a Constituição venezuelana de 1999 determina que se o candidato eleito não puder assumir a presidência no dia 10 de janeiro seguinte à eleição, nova votação deve ser realizada no prazo de 30 dias.

A grande ironia é que este item da constituição foi criado para que Chavéz tivesse ainda uma chance de tomar o poder da Venezuela, de forma não democrática, caso o nobre presidente não fosse vencedor de qualquer eleição a partir 1999, poderia alegar uma série de problemas e ilegalidades, e claro que a justiça Chavista certamente impediria a posse de um novo chefe de Estado.

Como o destino é interessante e como nosso desejo latino de ser dominado é infinito...