sábado, 6 de dezembro de 2014

SUPERAVIT PRIMÁRIO: "Aqui eu sou um bárbaro porque não sou entendido por ninguém."



SUPERAVIT  PRIMÁRIO:  "Aqui eu sou um bárbaro porque não sou entendido por ninguém."

por Dougllas Pierre Lopes

O  Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, permitindo a revisão da meta de resultado fiscal deste ano. Na prática o Governo Federal não precisa mais cumprir sua previsão, nenhuma meta, tudo é apenas nada, como diria Lobão, representante de parte da oposição brasileira (ao escrever isto é difícil não chorar de desespero), bom senso de nosso governo ‘’ Aonde está você? Me telefona, me chama! Me chama! Me chama...



04 de Dezembro de 2014, data que marca um novo momento na economia mundial, o dia em que o Brasil transformou metas em números de propaganda estatal, nenhum investidor, economista ou curioso, tem a partir de agora base para analisar nada, se em nossa sociedade a força e a credibilidade das palavras já é há muito tempo coisa do passado, agora esta regra se estende também as metas econômicas de nosso governo.
Todo país está anestesiado por não saber, infelizmente, o que significa mudar as regras do Superávit Primário,  não adianta conceituar que Superávit é o dinheiro que o governo consegue economizar , o que ele gasta a  menos do que arrecada, mas deveríamos saber que na lei do jogo da economia global ( e não adianta chorar, se estamos dentro do jogo essas são as regras),  quem não tem parâmetros sólidos e bem definidos, quem muda a dança conforme a música ou quem quer multiplicar todo resultado negativo por 0, não tem credibilidade. 

O Brasil está caminhando para ser uma Argentina de tamanho continental, o governo vai aumentando os gastos, mentindo sobre o crescimento econômico, o efeito em longo prazo será o descrédito dos investidores, calote, desemprego, inflação, juros altos... Mas hoje nosso país é visto por nós como a Bruna Marquezine, quando na verdade é uma Panicat, cheia de hidrogel, a qualquer momento podendo entrar em coma, por um problema que já existe mas que ainda não demonstrou sintomas evidentes.

O triste é saber que todos nós que estamos alertando sobre o crime que foi esta alteração na LDO de 2014 são taxados de “turma do contra”, “coxinha”, “reaça” e etc, como diria Ovídio "Aqui eu sou um bárbaro porque não sou entendido por ninguém."